segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Palhetas em Casa

A onda do momento é o Marketing de Fidelidade, no qual farmácias, padarias, restaurantes e estabelecimentos comerciais tentam fidelizar seus clientes com aqueles cartões que oferecem "vantagens imperdíveis"! Até o Seu Zé da pipoca aderiu! Somam-se a eles os cartões bancários e os cartões de crédito que muitas vezes são emitidos sem que o cliente tenha solicitado, graças aos funcionários cumpridores de metas das instituições financeiras. Sem contar os cartões telefônicos, carteirinhas de estudante, clube, academia... Enfim, o resultado é uma pilha de cartões pouco ou nunca utilizados que lotam nossas carteiras e gavetas. Na hora da faxina, fica aquela dúvida sobre o que fazer com eles. Jogar fora é a primeira opção, mas também existem outras soluções criativas como montar um albúm de coleção, jogar baralho, bafo ou fazer palhetas!

Cortador de palhetas Pickmaster Plectrum.

Palheta é o objeto que mais se perde na face da terra, mais do que caneta! Tá aqui comigo agora e de repente desaparece, impressionante! Não é a toa que quem toca com palheta geralmente anda com várias. Talvez por isso tenham inventado o cortador de palhetas, parecido com um grampeador, você pressiona e sai uma palheta prontinha, muito útil, rs! Me interessei pelo brinquedo e acabei comprando! Os dois modelos mais populares encontrados na internet são o Pick Punch e o Pickmaster Plectrum.  Assim que chegou comecei a fazer palhetas freneticamente de tudo que via pela frente! Passada a euforia da novidade, fui pesquisar o assunto e concluí que o universo das palhetas é muito mais amplo do que se imagina, pois envolve aspectos de fabricação e utilização que influem diretamente na sonoridade e na técnica musical.


Materiais

As palhetas comerciais são fabricadas em diversos tipos de materiais como plástico, metal, madeira, acrílico, nylon e outros menos comuns como pedra, borracha, vidro e até ossos! Em função de suas propriedades físicas, cada material imprime uma característica própria na sonoridade durante o atrito com as cordas do instrumento. No caso da fabricação caseira, o mais comum é obter palhetas a partir de embalagens, cartões e plásticos em geral, evitando-se materiais rígidos em que o impacto do corte possa danificar as partes mecânicas do cortador ou lançar estilhaços. Confesso que quase fiquei sem um olho ao tentar fazer palhetas a partir de uma mídia de DVD, rs!


Tamanho e Forma

Apesar dos diferentes formatos e tamanhos de palhetas existentes, o molde do cortador é único, na forma triangular, simétrica e abaulada. O tamanho padrão é 3.0 x 2.5 cm, porém pode-se chegar a outras medidas e formas a partir da original, com o auxílio de ferramentas manuais de corte como tesoura, estilete e lixa. Sabe-se que palhetas de ponta arredondada favorecem a execução de ritmos e riffs, já que deslizam com mais suavidade nas cordas, enquanto a ponta viva é mais indicada para solos e dedilhados, por possibilitar maior precisão.

Linha de produção.


Espessura

As palhetas mais encontradas nas lojas de instrumentos musicais variam de 0.5 a 1.5 mm de espessura. Como referência, cartões de crédito possuem cerca de 1 mm de espessura e cartões fidelidade aproximadamente 0.5 mm, sendo boas opções para a fabricação caseira. Ocorre que a escolha da espessura pode variar muito em função do tipo de corda, sonoridade, pegada, estilo, técnica e gosto de cada músico. Os baixistas, por exemplo, preferem palhetas mais espessas em razão da alta densidade das cordas do contrabaixo, enquanto os guitarristas costumam escolher palhetas finas, por serem mais flexíveis e rápidas. Por outro lado, na execução de solos, uma palheta pesada pode proporcionar mais brilho e intensidade às notas musicais, inclusive, há músicos de jazz que utilizam palhetas de 5 mm!


Palhetas Personalizadas

As palhetas produzidas em casa a partir de cartões e embalagens são interessantes pela sua praticidade e economia, além de contribuir com a natureza ao se evitar o descarte desses materiais no meio ambiente. Mas a fabricação de palhetas personalizadas é que realmente diverte e motiva o processo de produção, abrindo possibilidades de cores, temas e estilos! Dá mais trabalho, é verdade, mas o resultado é bem interessante! Não pretendo descrever aqui o processo em detalhes, mas, basicamente, imprimem-se algumas figuras numa folha de papel fotográfico para depois cortá-las e colá-las nas palhetas com super cola e papel contact. O resultado vocês podem ver nas imagens abaixo!







Agora, que tal tocar com palhetas personalizadas com o nome e a logo da sua própria banda? Distribuí-las pros amigos e fãs depois do show ou incluí-las como brinde no CD também são excelentes idéias! Se interessou? Então faça sua encomenda pelo site danimarybarcelona.blogspot.com.


Leia também:

domingo, 25 de setembro de 2011

Super Mario Piano

Nove meses, nove mundos! Homenagem ao nascimento do meu primeiro filho, Miguel, que zerou o New Super Mario Bros Wii na barriga da mãe durante a gestação e teve o quarto decorado com o tema do Super Mario pelas tias danimarybarcelona.blogspot.com.




Download Partitura




sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Áudio sobre IP

Hoje em dia nota-se uma forte tendência de conectividade entre equipamentos, sistemas e pessoas, possibilitando a plena comunicação entre eles para aplicações de uso profissional e pessoal. Essa tecnologia, que antes predominava em redes de computadores e sistemas de telecomunicações, se propagou e passou a ser incorporada também em objetos de uso comum do nosso dia a dia, como telefones, dispositivos móveis, câmeras, impressoras e até mesmo em geladeiras, televisões, cafeteiras e porta-retratos! Nesse cenário, os sistemas de sonorização também se desenvolveram e se transformaram em complexas redes de comunicações, causando uma profunda revolução na maneira como o áudio é tratado e gerenciado.

Guitarra com conexão para cabo de rede ethernet.

Um sistema de sonorização em rede consiste basicamente na interconexão de todos os equipamentos através de switches e cabos, formando uma rede multiponto de alta velocidade onde o áudio digitalizado trafega em tempo real bidirecionalmente. Em uma banda musical, por exemplo, cada microfone, instrumento e caixa de som recebe um endereço IP e são conectados a portas individuais de switches interligados no palco. A partir daí, um cabo ethernet ou fibra ótica transporta todos esses canais simultâneamente até a mesa de controle, onde o operador realiza as mixagens e redireciona o áudio para as caixas de som e fones de ouvido através da rede, sem atraso perceptível e com qualidade de áudio de alta definição!

As principais vantagens de um sistema de áudio desse tipo em relação ao modelo tradicional são:
  • Custo - economia significativa em infraestrutura, cabeamento e mão de obra;
  • Flexibilidade - facilidade de realizar modificações e ampliações do sistema;
  • Controle - possibilidades ilimitadas de roteamento, supervisão e controle de áudio e dados.


No entano, por ser uma tecnologia relativamente nova e ainda pouco conhecida, a efetiva implantação e utilização de sistemas de sonorização baseados em redes não está plenamente consolidada, e é vista com certa cautela por boa parte dos profissionais da área, o que é até natural, visto seu alto grau de inovação e sofisticação.  Tem-se notícia de que a primeira instalação e operação de uma rede de áudio no Brasil ocorreu no Carnaval 2011 de São Paulo, no Sambódromo do Anhembi, conforme divulgado em nota pela Yamaha:

"A novidade do Carnaval paulistano deste ano foi a implementação da linha de áudio Auvitran, responsável pela transmissão do áudio via fibra ótica no Sambódromo do Anhembi. Pela primeira vez, graças à tecnologia desenvolvida pela Yamaha Musical do Brasil e utilizada pela Tukasom, as mesas de som trabalharam em rede por meio de um cabo de fibra ótica, fazendo com que todos os pontos de reprodução de som do Sambódromo transmitissem a mesma qualidade sonora simultaneamente e em tempo real."

O panorama atual é bastante favorável à instalação de sistemas de sonorização desse tipo no Brasil, tendo em vista a realização da Copa do Mundo 2014 e os Jogos Olímpicos 2016. Os modernos estádios em construção, que trazem consigo o conceito de "arena multifuncional", podem obter grandes vantagens econômicas e operacionais com a implantação dos novos sistemas de áudio em rede. Esses estádios foram projetados não apenas para sediar jogos de futebol, mas também eventos de outras naturezas como shows, cultos religiosos, formaturas, exposições, conferências e outras modalidades de eventos esportivos. Com tantas possibilidades, os sistemas de sonorização em rede são capazes de se adaptar facilmente a essas múltiplas configurações, tudo através de um computador na sala de controle sem necessidade de mudar um único cabo, o que seria impossível num sistema analógico tradicional! No exterior isso já é uma realidade, como é o caso de estádios na França, Austrália, Marrocos e outros. A imagem abaixo apresenta o diagrama esquemático de um estádio com sistema de sonorização em rede.

Clique para ampliar

Para quem tiver curiosidade de saber mais sobre o assunto, disponibilizo uma cópia do meu trabalho de conclusão de Pós-graduação em Telecomunicações, cujo tema foi Áudio sobre IP. Nesse trabalho, prioriza-se a utilização do protocolo IP nos sistemas de sonorização como alternativa viável aos protocolos fechados de grandes fabricantes, tirando-se proveito da larga abertura, popularidade e aceitação do protocolo IP no mercado de tecnologia. Informações mais aprofundadas podem ser obtidas nas referências bibliográficas citadas ao longo do texto da monografia.



Leia Também: